Programa de Pós-Graduação de Mestrado e Doutorado em Administração
URI permanente desta comunidadehttps://repositorio.fei.edu.br/handle/FEI/706
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25 resultados
Resultados da Pesquisa
- Engajamento com stakeholders no fechamento de minas: uma proposta de avaliação a partir do caso Itabira(2024) Barreto, R. S.A indústria de mineração enfrenta desafios complexos na busca pelo desenvolvimento sustentável, equilibrando ganhos econômicos com impactos ambientais e sociais. Esse contexto se intensifica durante o fechamento de minas, quando a diminuição dos benefícios econômicos amplia preocupações socioambientais. A presente pesquisa analisa o engajamento em contextos de fechamento de minas, com foco no estudo de caso de Itabira. A colaboração entre indústria, governo e sociedade é vital para uma abordagem sustentável, considerando os interesses das partes interessadas. A teoria dos stakeholders enfatiza a criação de valor ao considerar diferentes perspectivas e promover o engajamento efetivo. A participação comunitária é crucial para estabelecer relações duradouras que contribuam para o desenvolvimento sustentável no pós-mineração. O desafio central do engajamento na transição para o pós-mineração reside na construção de um diálogo significativo e colaborativo entre mineradoras, agentes públicos e sociedade civil, em um contexto frequentemente marcado por desconfiança mútua, limitações de tempo e assimetria de informação. Por meio de uma revisão sistemática da literatura, a pesquisa propõe um conjunto de cinco categorias analíticas para avaliar o engajamento, compreendendo fluxo de informações, contexto, alcance, tipo de engajamento e elementos críticos da aceitação social. Assim, o objetivo geral desta pesquisa é avaliar o engajamento e participação dos stakeholders no processo de fechamento de minas visando à transição pós-mineração sustentável do território. A estratégia da pesquisa foi a realização de um estudo de caso único do processo de fechamento de minas em Itabira utilizando como instrumentos de coleta de dados a observação direta, análise documental, entrevistas e grupo focal. Os resultados indicam que há uma fragilidade nos processos de engajamento e participação dos stakeholders visando uma transição para um pós-mineração sustentável no caso analisado. Destaca-se que o engajamento existente é caracterizado por uma governança pouco participativa e por uma comunicação predominantemente unilateral, na qual a empresa centraliza as decisões e limita a participação efetiva dos stakeholders, excluindo diversos grupos da comunidade. Essa abordagem gera desconfiança, compromete a construção de relações transparentes e colaborativas e dificulta a transição para um pós-mineração sustentável no território. Este estudo visa contribuir para a compreensão das complexidades do engajamento em contextos de fechamento de minas, promovendo práticas mais sustentáveis na indústria mineradora e colaborando para a criação de relações mais transparentes e colaborativas entre empresas, comunidades e governos
- Impactos sociais e fechamento de minas: modelo de governança territorial para o período pó-mineração em Itabira(2024) Pimenta, A. A. F.O objeto de estudo desta tese é a governança territorial e os aspectos sociais no encerramento minerário, com foco nas contribuições para o fechamento de minas em Itabira/MG. O município é um estudo de caso significativo devido à sua importância histórica para a mineração brasileira, sendo a cidade onde nasceu a mineradora Vale, e por ser o primeiro município relevante para mineração que passará por um processo de fechamento no Brasil. Esse contexto é crucial, considerando que o fechamento de minas está previsto para ocorrer em mais de 1000 localidades ao redor do mundo nos próximos anos. O objetivo deste estudo foi analisar os aspectos sociais críticos do encerramento minerário e os desafios da governança territorial, com foco nas contribuições para o fechamento de minas em Itabira, Brasil. A metodologia incluiu uma abordagem de estudo de caso único, com análise documental e entrevistas em profundidade com múltiplos stakeholders em Itabira. A pesquisa busca entender os impactos socioeconômicos do fechamento de minas e desenvolver diretrizes para um encerramento mais sustentável, que leve em consideração as especificidades territoriais e as necessidades das comunidades locais. Os resultados indicam que a maioria das diretrizes da governança territorial para o fechamento de minas é percebida negativamente tanto pela comunidade quanto pelo poder público local. As principais críticas incluem a falta de engajamento efetivo das comunidades no processo de fechamento, a insuficiência de investimentos na transição econômica pós-mineração, e a fragilidade das instituições locais para gerenciar os impactos socioeconômicos. Além disso, foram observadas divergências entre a governança corporativa relatada e as práticas percebidas no município, a ausência de um plano de empregos, a forte dependência social e econômica do município em relação à mineração, e as dificuldades para um monitoramento efetivo das regulamentações estabelecidas. A conclusão sugere que o modelo de governança territorial aplicado ajuda a identificar áreas frágeis que precisam ser fortalecidas para que o processo de fechamento seja mais eficiente e benéfico para todas as partes envolvidas, promovendo um fechamento de minas mais inclusivo e sustentável, e servindo como modelo para outras regiões mineradoras
- O licenciamento ambiental e a efetividade dos sistemas de logística reversa: estudo de caso nos setores de eletroeletrônicos de uso doméstico e de embalagem em geral no estado de São Paulo(2024) Colona, Sueli FerreiraApesar dos avanços de políticas de responsabilização pós-consumo como a Responsabilidade Estendida do Produtor (REP) no cenário internacional e da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), no cenário nacional, diversos desafios permanecem para sua maior efetividade, tais como: implementação de ecodesign, ampliação de infraestrutura de coleta e destinação, desenvolvimento indicadores de gestão e tecnologias para lidar com a complexidade crescente dos resíduos. Frente a este cenário, o Estado de São Paulo de forma pioneira no país estabeleceu a obrigatoriedade das empresas implementarem seus Sistemas de Logística Reversa (SLR) como condicionante para o licenciamento ambiental junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). No entanto, até esse momento pouco se sabe como essa regulamentação tem contribuído efetivamente para a estruturação e implementação dos SLR no Estado de São Paulo. Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a efetividade dos SLR dos setores de eletroeletrônicos de uso doméstico e de embalagens em geral, integrantes do processo de licenciamento ambiental do Estado de São Paulo. A abordagem metodológica foi de natureza qualitativa e exploratória e as técnicas de coleta privilegiaram entrevistas semiestruturadas com múltiplos stakeholders dos dois setores pesquisados, análise documental e observações do pesquisador. A estratégia de análise de dados foi a de análise de conteúdo com apoio do software NVivo. Os resultados mostram que os stakeholders entrevistados dos dois setores analisados reconhecem aspectos positivos da nova legislação como seu caráter indutor para ampliar a adesão das empresas e promover o avanço na estruturação e implementação dos SLR no Estado de São Paulo, como por exemplo, a integração gradativa das cooperativas de catadores nos SLR. No entanto, permanece um número muito maior de barreiras para a ampliação dos SLR que a regulamentação pouco tem contribuído para superá-las. Destaca-se a pouca efetividade do processo de fiscalização por parte do poder público para garantir o comprometimento das empresas na implementação de seus SLR. Além disso, esta pesquisa mostrou que a nova legislação possibilitou que o Varejo se eximisse de sua responsabilidade na gestão compartilhada dos resíduos pós-consumo. Os resultados desta pesquisa possibilitam o avanço de estudos futuros em demais setores que enfrentam desafios na gestão de resíduos pós-consumo e trazem insights valiosos para profissionais e gestores envolvidos na implementação e melhoria de práticas de LR
- O licenciamento ambiental e a efetividade dos sistemas de logística reversa: estudo de caso nos setores de eletroeletrônicos de uso doméstico e de embalagem em geral no estado de São Paulo(2024) Colona, Sueli FerreiraApesar dos avanços de políticas de responsabilização pós-consumo como a Responsabilidade Estendida do Produtor (REP) no cenário internacional e da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), no cenário nacional, diversos desafios permanecem para sua maior efetividade, tais como: implementação de ecodesign, ampliação de infraestrutura de coleta e destinação, desenvolvimento indicadores de gestão e tecnologias para lidar com a complexidade crescente dos resíduos. Frente a este cenário, o Estado de São Paulo de forma pioneira no país estabeleceu a obrigatoriedade das empresas implementarem seus Sistemas de Logística Reversa (SLR) como condicionante para o licenciamento ambiental junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). No entanto, até esse momento pouco se sabe como essa regulamentação tem contribuído efetivamente para a estruturação e implementação dos SLR no Estado de São Paulo. Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a efetividade dos SLR dos setores de eletroeletrônicos de uso doméstico e de embalagens em geral, integrantes do processo de licenciamento ambiental do Estado de São Paulo. A abordagem metodológica foi de natureza qualitativa e exploratória e as técnicas de coleta privilegiaram entrevistas semiestruturadas com múltiplos stakeholders dos dois setores pesquisados, análise documental e observações do pesquisador. A estratégia de análise de dados foi a de análise de conteúdo com apoio do software NVivo. Os resultados mostram que os stakeholders entrevistados dos dois setores analisados reconhecem aspectos positivos da nova legislação como seu caráter indutor para ampliar a adesão das empresas e promover o avanço na estruturação e implementação dos SLR no Estado de São Paulo, como por exemplo, a integração gradativa das cooperativas de catadores nos SLR. No entanto, permanece um número muito maior de barreiras para a ampliação dos SLR que a regulamentação pouco tem contribuído para superá-las. Destaca-se a pouca efetividade do processo de fiscalização por parte do poder público para garantir o comprometimento das empresas na implementação de seus SLR. Além disso, esta pesquisa mostrou que a nova legislação possibilitou que o Varejo se eximisse de sua responsabilidade na gestão compartilhada dos resíduos pós-consumo. Os resultados desta pesquisa possibilitam o avanço de estudos futuros em demais setores que enfrentam desafios na gestão de resíduos pós-consumo e trazem insights valiosos para profissionais e gestores envolvidos na implementação e melhoria de práticas de LR
- Universidades corporativas e a educação da sustentabilidade nas organizações(2017) Martão, M. Ap. de S.Universidade Corporativa e Sustentabilidade são temas contemporâneos, presentes nas organizações com maior ênfase a partir do século XXI. No entanto, eles parecem andar de forma paralela, com pouca interação entre si. Aparentemente existe um distanciamento que inviabiliza uma conexão entre ambos. Por um lado, a Universidade Corporativa tem como princípio promover a educação contínua, ativa e flexível dos colaboradores e stakeholders, com foco no desenvolvimento de competências essenciais que garantam o cumprimento das estratégias organizacionais, gerando vantagens competitivas sustentáveis. Por outro lado, a Sustentabilidade passa a ser entendida como um valor, um componente central presente na estratégia organizacional, podendo ser encontrado nas declarações de missão, visão e valores de algumas organizações. Dado este cenário, é esperada uma atuação por parte das Universidades Corporativas com o intuito de promover a educação da Sustentabilidade em todos os níveis organizacionais, bem como a existência de diálogos, ações conjuntas e até mesmo de modelos de atuação que envolvam esse tema. Porém, são raros os trabalhos que demonstrem a interação dos mesmos. Este trabalho se propõe a pesquisar como essa interação acontece na prática, no dia-a-dia das Universidades Corporativas. Por meio de uma pesquisa qualitativa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 16 gestores de Universidades Corporativas presentes no estado de São Paulo, pertencentes à organizações de diferentes setores de atuação, com os objetivos de entender como ocorre a educação da Sustentabilidade, de identificar a existência de modelos específicos que viabilizem essa educação e de discutir as barreiras e desafios relacionados à educação da Sustentabilidade. Os resultados apontam que embora a Sustentabilidade seja considerada um componente estratégico, presente no discurso organizacional, praticamente não existem ações educacionais e/ou modelos específicos nas Universidades Corporativas. As barreiras encontradas se referem a falta de uma cultura da Sustentabilidade efetiva nas organizações, ao desconhecimento do tema nos diversos níveis hierárquicos e ao fato de que em muitas organizações, os conhecimentos se encontram nos departamentos específicos de Sustentabilidade. Ao atribuir a educação da sustentabilidade exclusivamente ao departamento de Sustentabilidade, este aprendizado acaba sendo fragmentado e pontual pois não está diretamente relacionado à estratégia. Assim, o desafio principal se refere a construção de diálogo colaborativo entre as Universidades Corporativas e os departamentos de Sustentabilidade, que facilite a educação da Sustentabilidade de modo a atender a estratégia organizacional
- Responsabilidade social corporativa no futebol: relações entre clubes profissionais e comunidades locais na Espanha e no Brasil(2023) Nishida, E.A partir dos anos 1990, o futebol profissional inicia um processo de transformação dos clubes das grandes ligas europeias em empresas globais, sendo os processos de tomada de decisões cada vez mais pautados pelos interesses financeiros e de marketing. Ao mesmo tempo, os crescentes escândalos relacionados a casos de racismo, violência e corrupção aumentam a pressão por mudanças profundas em sua estrutura de governança associadas aos programas de Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Um dos propósitos da RSC é a reconstrução da relação do clube com a comunidade local que, muitas vezes, está na origem de seu desenvolvimento, mas que se encontram distanciados como resultado da globalização. O objetivo da pesquisa foi analisar de que forma a RSC no futebol influencia a relação entre clube profissional e comunidade local, considerando-se o contexto de um país desenvolvido (Espanha) e de um país em desenvolvimento (Brasil). A abordagem metodológica adotou a revisão da literatura para definição de categorias analíticas (econômica, político-integrativa e ético-emocional) e o estudo de múltiplos casos, mediante análise documental e entrevistas qualitativas com representantes e stakeholders de um clube espanhol e outro brasileiro. Os resultados mostraram que as ações de RSC orientadas à comunidade se contrapõem à industrialização e contribuem para a reconciliação entre clube e comunidade (mais na Espanha, do que no Brasil). O aspecto ético-emocional assegura o vínculo entre as partes, mas abriga os fatores que podem desencadear a mobilização social da comunidade. À medida em que a relação entre clube e comunidade se fortalece, paradoxalmente, devido às ações de RSC ou pela mobilização social, supõe-se que a desconfiança e o enfrentamento das decisões organizacionais diminuem e que os aspectos econômicos e político-integrativos sejam induzidos pelos interesses da sociedade, tendo o clube o papel de agente de transformação social. Na prática, espera-se que os resultados possam guiar os clubes a planejarem ações de RSC orientadas à comunidade, bem como monitorar situações que possam acarretar a mobilização social
- Efetividade de projetos de desenvolvimento local na perspectiva da avaliação de impacto social(2022) Carvalho, F. M. C. deA expansão significativa da produção de camarão em cativeiro dos empreendimentos carcinicultores do litoral do Piauí tem gerado diversos resultados contraditórios. Apesar do desempenho econômico significativo, os diversos impactos ambientais e sociais negativos têm contribuído para que a atividade comprometa a sustentabilidade do território. Uma das razões desse fenômeno está ligada ao fato de que as pesquisas sobre a produção de camarão em cativeiro nos cenários nacional e internacional priorizam o entendimento dos impactos ambientais, buscando dimensionar os danos provocados por esta atividade nas Comunidades e em seu entorno, desconsiderando os aspectos sociais. As mudanças na vida das Comunidades de pescadores artesanais deixam evidente a necessidade de avançar para uma perspectiva mais sistemática e ampliada da relação desses empreendimentos com o desenvolvimento local. Um instrumento que pode contribuir para a superação desses desafios é a Avaliação de Impacto Social (AIS) ao permitir que os esforços para maximizar impactos positivos e minimizar os negativos dos projetos de desenvolvimento, de origem pública ou privada, sejam concretizados, potencializados, ao avaliar processos de mudança social em profundidade. Considerando um inter-relacionamento estre os campos teóricos “Desenvolvimento local” e “AIS”, esta pesquisa buscou responder: como os impactos sociais da produção de camarão em cativeiro se relacionam com a efetividade de projetos de desenvolvimento local? O objetivo geral foi: analisar os impactos sociais da produção de camarão em cativeiro e suas relações com a efetividade de projetos de desenvolvimento local. Os procedimentos metodológicos incluíram a seleção de dois estudos de caso no litoral do Piauí, realização de entrevistas com múltiplos stakeholders, análise documental e de conteúdo, análise dos com base nas categorias definidas a partir da revisão da literatura, usando a técnica de análise de conteúdo (BARDIN, 2004), após a organização e refinamento das codificações obtidas com software do tipo Computer Assisted Qualitative Data Analysis (CAQDAS), o NVivo. Os empreendimentos carcinicultores geram impactos nas categorias econômica, institucional, ambiental, cultura e social. As Comunidades percebem esses impactos, mas avaliam que a contrapartida da renda e empregos gerados pelos empreendimentos poderia ser mais efetiva. Considerando a permanência dos baixos índices como IDH-M e escolarização, a contribuição dos empreendimentos é entendida como não efetiva
- Mapas causais colaborativos como ferramenta da avaliação de impacto social em territórios de mineração(2022) Gemignani, V. P. M.Os projetos de mineração são responsáveis por importantes transformações sociais nos territórios que submetem a comunidade local a uma ampla variedade de impactos negativos e à distribuição desigual dos benefícios gerados pela atividade. A assimetria da distribuição dos impactos acaba por estabelecer um ambiente de conflito entre a mineração e comunidade local, comprometendo a aceitação pública da atividade. O reconhecimento da importância dos conflitos nas áreas de mineração popularizou o termo Licença Social para Operar (LSO). Este é o termo utilizado para descrever a aceitação social em relação a um projeto industrial e configura-se como ponto de partida da discussão desenvolvida nesta pesquisa. O termo tem ganhado destaque no discurso do setor mineral no sentido de responder a demanda de um melhor engajamento com a comunidade local e como estratégia corporativa de sustentabilidade. Apesar da relevância o amadurecimento das pesquisas sobre LSO trouxe a percepção acerca de suas fragilidades. Autores alertam para a percepção simplista da empresa em relação ao entorno de sua operação e valorizam a integração da Avaliação de Impacto Social (AIS) ao processo de LSO. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa é identificar e analisar os vazios de responsabilidade na gestão dos impactos sociais associados ao projeto mineral. A metodologia foi baseada em um estudo de caso na região amazônica brasileira, onde está localizado o maior projeto de extração de minério de ferro do mundo. A coleta de dados foi baseada em análises documentais e entrevistas semiestruturadas. Realizadas com representantes do governo, comunidade e mineradora, as entrevistas buscaram a construção dos Mapas Causal Colaborativos (MCC) utilizados como ferramenta do AIS. A análise dos dados foi realizada pelo software ATLAS.ti e organizada com o objetivo de comparar percepções e encontrar vazios de responsabilidade. A identificação de numerosos e relevantes vazios mostraram a importância de sua compreensão para o profundo conhecimento do território e para a adequada gestão dos impactos sociais. Dada a relevância demonstrada pelos vazios de responsabilidade, propõe-se sua identificação pelo termo "Zonas Cinzentas". O termo refere-se aos impactos que os atores buscam distanciar-se da responsabilidade, direcionando-a ao outro. A identificação e gestão das áreas cinzentas permitem ações voltadas para atender demandas reais do território, contribuindo para um desenvolvimento local justo e sustentável
- Universidades corporativas e a educação da sustentabilidade nas organizações(2017) Martão, M. Ap. de S.Universidade Corporativa e Sustentabilidade são temas contemporâneos, presentes nas organizações com maior ênfase a partir do século XXI. No entanto, eles parecem andar de forma paralela, com pouca interação entre si. Aparentemente existe um distanciamento que inviabiliza uma conexão entre ambos. Por um lado, a Universidade Corporativa tem como princípio promover a educação contínua, ativa e flexível dos colaboradores e stakeholders, com foco no desenvolvimento de competências essenciais que garantam o cumprimento das estratégias organizacionais, gerando vantagens competitivas sustentáveis. Por outro lado, a Sustentabilidade passa a ser entendida como um valor, um componente central presente na estratégia organizacional, podendo ser encontrado nas declarações de missão, visão e valores de algumas organizações. Dado este cenário, é esperada uma atuação por parte das Universidades Corporativas com o intuito de promover a educação da Sustentabilidade em todos os níveis organizacionais, bem como a existência de diálogos, ações conjuntas e até mesmo de modelos de atuação que envolvam esse tema. Porém, são raros os trabalhos que demonstrem a interação dos mesmos. Este trabalho se propõe a pesquisar como essa interação acontece na prática, no dia-a-dia das Universidades Corporativas. Por meio de uma pesquisa qualitativa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 16 gestores de Universidades Corporativas presentes no estado de São Paulo, pertencentes à organizações de diferentes setores de atuação, com os objetivos de entender como ocorre a educação da Sustentabilidade, de identificar a existência de modelos específicos que viabilizem essa educação e de discutir as barreiras e desafios relacionados à educação da Sustentabilidade. Os resultados apontam que embora a Sustentabilidade seja considerada um componente estratégico, presente no discurso organizacional, praticamente não existem ações educacionais e/ou modelos específicos nas Universidades Corporativas. As barreiras encontradas se referem a falta de uma cultura da Sustentabilidade efetiva nas organizações, ao desconhecimento do tema nos diversos níveis hierárquicos e ao fato de que em muitas organizações, os conhecimentos se encontram nos departamentos específicos de Sustentabilidade. Ao atribuir a educação da sustentabilidade exclusivamente ao departamento de Sustentabilidade, este aprendizado acaba sendo fragmentado e pontual pois não está diretamente relacionado à estratégia. Assim, o desafio principal se refere a construção de diálogo colaborativo entre as Universidades Corporativas e os departamentos de Sustentabilidade, que facilite a educação da Sustentabilidade de modo a atender a estratégia organizacional
- Universidades corporativas e a educação da sustentabilidade nas organizações(2017) Martão, M. Ap. de S.Universidade Corporativa e Sustentabilidade são temas contemporâneos, presentes nas organizações com maior ênfase a partir do século XXI. No entanto, eles parecem andar de forma paralela, com pouca interação entre si. Aparentemente existe um distanciamento que inviabiliza uma conexão entre ambos. Por um lado, a Universidade Corporativa tem como princípio promover a educação contínua, ativa e flexível dos colaboradores e stakeholders, com foco no desenvolvimento de competências essenciais que garantam o cumprimento das estratégias organizacionais, gerando vantagens competitivas sustentáveis. Por outro lado, a Sustentabilidade passa a ser entendida como um valor, um componente central presente na estratégia organizacional, podendo ser encontrado nas declarações de missão, visão e valores de algumas organizações. Dado este cenário, é esperada uma atuação por parte das Universidades Corporativas com o intuito de promover a educação da Sustentabilidade em todos os níveis organizacionais, bem como a existência de diálogos, ações conjuntas e até mesmo de modelos de atuação que envolvam esse tema. Porém, são raros os trabalhos que demonstrem a interação dos mesmos. Este trabalho se propõe a pesquisar como essa interação acontece na prática, no dia-a-dia das Universidades Corporativas. Por meio de uma pesquisa qualitativa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 16 gestores de Universidades Corporativas presentes no estado de São Paulo, pertencentes à organizações de diferentes setores de atuação, com os objetivos de entender como ocorre a educação da Sustentabilidade, de identificar a existência de modelos específicos que viabilizem essa educação e de discutir as barreiras e desafios relacionados à educação da Sustentabilidade. Os resultados apontam que embora a Sustentabilidade seja considerada um componente estratégico, presente no discurso organizacional, praticamente não existem ações educacionais e/ou modelos específicos nas Universidades Corporativas. As barreiras encontradas se referem a falta de uma cultura da Sustentabilidade efetiva nas organizações, ao desconhecimento do tema nos diversos níveis hierárquicos e ao fato de que em muitas organizações, os conhecimentos se encontram nos departamentos específicos de Sustentabilidade. Ao atribuir a educação da sustentabilidade exclusivamente ao departamento de Sustentabilidade, este aprendizado acaba sendo fragmentado e pontual pois não está diretamente relacionado à estratégia. Assim, o desafio principal se refere a construção de diálogo colaborativo entre as Universidades Corporativas e os departamentos de Sustentabilidade, que facilite a educação da Sustentabilidade de modo a atender a estratégia organizacional
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